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Mitos e Verdades sobre o Marcapasso: o que todo paciente precisa saber
Pessoa com marcapasso não pode fazer atividade fisica, não pode mais trabalhar.... MITO! Vamos entender quais as reais limitações.
Dr. Thiago Marques
4/5/20262 min ler


O implante de marcapasso ainda é cercado por dúvidas, receios e, principalmente, mitos. Muitos pacientes chegam ao consultório apreensivos, com informações incorretas que acabam gerando medo desnecessário e até atrasando um tratamento essencial.
Neste artigo, vamos esclarecer, de forma objetiva e baseada em evidências, os principais mitos sobre o marcapasso.
🔴 Mito 1: “O marcapasso é o fim da minha vida normal”
Verdade: O marcapasso, na maioria dos casos, representa exatamente o contrário: o retorno à qualidade de vida.
Pacientes com bradicardia, bloqueios cardíacos ou outras arritmias que indicam o implante frequentemente apresentam sintomas como tontura, cansaço extremo ou desmaios. Após o procedimento, esses sintomas tendem a desaparecer ou melhorar significativamente.
➡️ Muitos pacientes voltam a realizar atividades físicas, trabalhar normalmente e ter uma vida ativa.
🔴 Mito 2: “O procedimento é muito arriscado”
Verdade: O implante de marcapasso é considerado um procedimento seguro e rotineiro.
Realizado com anestesia local e sedação leve
Duração média de 1 a 2 horas
Baixa taxa de complicações, especialmente em centros experientes
Como qualquer procedimento médico, existem riscos, mas eles são bem controlados e relativamente raros.
🔴 Mito 3: “Não posso mais usar celular ou eletrônicos”
Verdade: O uso de eletrônicos é seguro na grande maioria das situações.
Os marcapassos modernos são bem protegidos contra interferências externas. Algumas orientações básicas incluem:
Evitar colocar o celular diretamente sobre o local do dispositivo
Manter uma distância segura de equipamentos com forte campo magnético (casos específicos)
➡️ No dia a dia, o paciente pode usar celular, micro-ondas, televisão e outros dispositivos normalmente.
🔴 Mito 4: “Não posso mais fazer atividade física”
Verdade: A atividade física é recomendada, com algumas orientações.
Após o período inicial de recuperação (geralmente 2 a 4 semanas), o paciente pode retomar exercícios gradualmente. Inclusive:
Exercícios ajudam na saúde cardiovascular
Melhoram a qualidade de vida
Reduzem o risco de outras doenças
A liberação deve ser individualizada, mas o objetivo é sempre manter o paciente ativo.
🔴 Mito 5: “O marcapasso pode parar de funcionar de repente”
Verdade: Os dispositivos atuais são altamente confiáveis.
Possuem baterias com longa duração (em média 8 a 12 anos)
São monitorados regularmente em consultas
Avisam previamente quando a bateria está próxima do fim
➡️ Existe tempo suficiente para programar a troca com segurança.
🔴 Mito 6: “Vou depender totalmente do marcapasso”
Verdade: Nem todos os pacientes são totalmente dependentes.
Alguns utilizam o marcapasso apenas em momentos específicos (como pausas ou frequências muito baixas), enquanto outros dependem continuamente do dispositivo.
Essa dependência varia conforme a doença de base.
🔴 Mito 7: “Não posso passar por exames médicos”
Verdade: Muitos exames são seguros, inclusive a ressonância em modelos modernos.
Hoje, grande parte dos dispositivos é compatível com ressonância magnética, desde que sejam seguidos protocolos específicos.
Outros exames, como raio-X, tomografia e ultrassom, são seguros.
Conclusão
O marcapasso não deve ser visto como uma limitação, mas sim como uma ferramenta que salva vidas e devolve qualidade ao paciente.
Desmistificar essas crenças é fundamental para que o paciente enfrente o tratamento com mais segurança, confiança e tranquilidade.
Se você ou alguém próximo recebeu indicação de marcapasso, procure orientação especializada. Informação de qualidade é o primeiro passo para um tratamento bem-sucedido.
Referências
Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) – Diretrizes de Dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis
https://www.portal.cardiol.brEuropean Society of Cardiology (ESC) – Guidelines on Cardiac Pacing and Cardiac Resynchronization Therapy
https://www.escardio.orgAmerican Heart Association (AHA) – Pacemakers
https://www.heart.org
